quinta-feira, 11 de março de 2010

O povo foge da ignorância
Apesar de viver tão perto dela
E sonham com melhores tempos idos
Contemplam essa vida numa cela...

Esperam nova possibilidade
De verem esse mundo se acabar
A Arca de Noé, o dirigível
Não voam nem se pode flutuar

Ê vida de gado
Povo marcado
E povo feliz!

Aos Gays





Não dizem por aí que somos hoje o que fomos quando crianças? Pois bem desde criança nunca me dei muito bem com o sexo feminino. Naquela época já havia a competitividade e muita falsidade – esta característica que parece que é inerente a mulher.
A maioria das minhas relações é com o sexo masculino. Eu admiro demais os homens pela sua maneira prática e leve de levar a vida; sobretudo os gays.
Neste grande ato de tecer que é a vida, estou eu aqui tecendo a minha de forma mais leve e colorida. Meus maiores companheiros de vida são gays.
Costumo dizer que eu sou gay em um corpo de mulher, porque é impossível não me dar bem neste circulo.
Nunca tive preconceito, sempre achei normal as pessoas manifestarem seu eu da maneira que bem entendesse; hoje mais ainda sabendo da história moral que cercou isso tudo.
Gays são alto astral, personal style, sinceros, não há competição e sim auto confiança, amigos, confidentes, conselheiros sexuais, enfim tudo aquilo que eu admiro e tento ter em mim.
Meu bem Platão era uma bicha, todos os grandes homens da humanidade gostavam de homens.
É claro que eu como mulher corro o risco de ficar sem o meu, mas fazer o que né
A única ressalva que faço é que hoje em dia há uma certa banalização – no mundo antigo ter relações homossexuais era a uma coisa natural, com o decorrer da história e com a moral cristã ser homossexual é o absurdo da natureza e hoje em dia com nosso sistema que te vende uma falsa liberdade, o homossexual é colocado em uma linhagem comportamental que dá sustento a uma parte da máquina; ser gay hoje é ter trejeitos, usar roupas de marca, ter que andar na moda, freqüentar lugares específicos, etc... enfim tudo pra se auto firmar na sociedade.
O que desejo é que ter sua opção na hora da transa seja algo natural, e não condicionado por este ou aquele motivo, que não seja ato de transgressão, mas sim de um impulso interno e verdadeiro.
Eu amo todos os gays e o que seria de minha vida sem vocês?! Eu sou uma travesti e a vida é babado e confusão! Aloca!

Ps: Não convivo muito com as sapatas, justamente porque mulher é um bicho esquisito, sangra e não morre Mas o sentimento é o mesmo!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Esse negócio de querer entender o funcionamento de certas coisas no mundo não tá fácil. Nem ser adulta também. Quer coisa mais chata do que ter que ter responsabilidade quando não se quer? Resultado provável: vai viver levando porrada na cara, perdido, pulando de galho em galho sem saber o que fazer da vida.
A explicação possível? Até Freud explica meu bem: a repressão sofrida e olha que nesse mundo o que mais há é repressão. A mais cruel acho é de te reprimirem de ser quem você é; de verdade, exercendo suas vontades, sua potência, sem ter moralidade, sociedade te impondo e te reprimindo.
É tanta informação e é tanta reflexão sobre como isso tudo é, que tá foda de agüentar!
Conversando com parceiros(mentalmente iguais) constatei que pobre não tem vez nesse mundo, essa desigualdade que impera nesse sistema capitalista não te dá chance. Pode-se contar nos dedos aqueles que deram certo; e precisaram de um esforço fenomenal para conseguir. A dificuldade para pobre é tanta, que muitos desistem no caminho e continuam nessa linhagem de dominado, escravo que sustenta o nosso “belo” sistema.
O pior de tudo é ver que a maioria se rende e vive conforme as regras ditadas (me incluo nessa), mas eu tenho uma certa vantagem – eu tenho consciência plena disso e o que mais quero é não compactuar tanto com esse cenário.
Dinheiro? Não tive pai, não sou herdeiro, os Racionais tem toda razão!
Dinheiro, individualismo, opressão, culturas, ditaduras, conceitos,engano, venda de um ideal que não existe, liberdade que reprime... isso e muito mais são componentes do mundo em que eu vivo. Difícil de perceber e não sofrer; que vida eu tenho se eu não consigo viver conforme minha força mística natural quer?


Mais um pensamento de uma mente que tenta encontrar seu eixo.

terça-feira, 2 de março de 2010

Ao ler isso a emoção veio à tona.


Venho por meio deste, apresentar oficialmente meu pedido de demissão da categoria dos adultos.
Resolvi que quero voltar a ter as responsabilidades e as idéias de uma criança de oito anos no máximo.

Quero acreditar que o mundo é justo e que todas as pessoas são honestas e boas.
Quero acreditar que tudo é possível.
Quero que as complexidades da vida passem desapercebidas por mim e quero ficar encantada com as pequenas maravilhas deste mundo.

Quero de volta uma vida simples e sem complicações.
Cansei dos dias cheios de computadores que falham, montanha de papeladas, notícias deprimentes, contas a pagar, fofocas, doenças e necessidade de atribuir um valor monetário a tudo o que existe.

Não quero mais ter que inventar jeitos para fazer o dinheiro chegar até o dia do próximo pagamento.
Não quero mais ser obrigada a dizer adeus ás pessoas queridas e, com elas, à uma parte da minha vida.

Quero ter a certeza de que Deus está no céu e de que, por isso, tudo está direitinho nesse mundo.
Quero viajar ao redor do mundo no barquinho de papel, que vou navegar numa poça deixada pela chuva.
Quero jogar pedrinhas na água e ter tempo para olhar as ondas que elas formam.
Quero achar que as moedas de chocolate são melhores do que as de verdade, porque podemos comê-las e ficar com a cara toda lambuzada.

Quero ficar feliz quando amadurecer o primeiro caju, a primeira manga ou quando a jabuticabeira ficar pretinha de frutas.
Quero poder passar as tardes de verão à sombra de uma árvore, construindo castelos no ar e dividindo-os com meus amigos.
Quero voltar a achar que chicletes e picolés são as melhores coisas da vida.

Quero que as maiores competições em que eu tenha de entrar sejam um jogo de bola de gude ou uma pelada.
Quero voltar ao tempo em que tudo o que eu sabia era o nome das cores, a tabuada, as cantigas de roda, a "Batatinha quando nasce..." e a "Ave Maria" e que isso não me incomodava nadinha, porque eu não tinha a menor idéia de quantas coisas eu ainda não sabia.

Quero voltar ao tempo em que se é feliz, simplesmente porque se vive na bendita ignorância da existência de coisas que podem nos preocupar ou aborrecer.
Quero acreditar no poder dos sorrisos, dos abraços, dos agrados, das palavras gentis, da verdade, da justiça, da paz, dos sonhos, da imaginação, dos castelos no ar e na areia.
Quero estar convencida de que tudo isso... vale muito mais do que o dinheiro!

A partir de hoje, isso é com vocês, porque eu estou me demitindo da vida de adulto.
(Conceição Trucom)

segunda-feira, 1 de março de 2010

Levo o mundo
E não vou lá...
Levo o mundo e não vou...

Leve o mundo
Que eu vou já...
Leve o mundo que eu vou
Com alguns homens foi feliz com outros foi mulher
Que tem muito ódio no coração, que tem dado muito amor
E espalhado muito prazer e muita dor...

Câe - Tigresa
Pensamento do dia
Maldito seja: SP, pobre, chuva, ônibus lotado e velho que não tem o que fazer na vida!

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhmeudeussssssssssssssssssssssssss!